terça-feira, 24 de novembro de 2009

se tudo pode acontecer..

então eu quero assim, do jeitinho que me faz bem, do jeitinho que me deixa pensar em um além..
além esse que não sei falar, só sei rezar.
e agora que o amor não me põe para fora, quero muito dele usufruir da mais bela forma de se agradar, de se ver, de se sentir de se reconhecer..
e se alguém me disser que não, que isto é fulga, que é pura intenção; eu digo que sim,
que isto é romance, que é do coração.
e lá vai ele mais uma vez, todo cheio de si, dizer coisas das quais tem sobre mim...
ah coraçãozinho audacioso, que insiste em amar..
diz coisas que sei falar mas, não titubeia ao conquistar, só pelo simples fato de querer, de desejar.

sábado, 10 de outubro de 2009

a nós!

Por que é tão difícil colocar em palavras aquilo que está nos fazendo bem?
Talvez seja porque não sabemos ao certo onde acaba a contribuição para isto e onde é que começa o início de algo tão intrínseco - nosso - para tal satisfação.
Não sabemos se isso é criado por nós ou é realizado pelo outro.
Sentir-se bem, também é uma contribuição própria..se dispor a estar bem já é um fator propulsor.
Já não sei onde termina o sentimento seu e onde começa o meu, só sei que o que tenho a ofertar é aquilo que de melhor está me fazendo sentir, e quando penso em deixar passar e apenas viver, percebo que este viver se não for da melhor forma que eu puder, não aceito.
Não esperar do outro me faz testar aquilo que de melhor posso ser.
E é assim que quero ser: o melhor para mim e poder ser o máximo para você.

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

à mim!



Como posso, no entanto, no calor do teu encanto não me render ao meu pranto?

se ao passo que me entrego, parte de mim está ao teu alcance, e esta distância já não é só minha.

se o teu desejo passa a ser o referencial para minha distração e o teu envolvimento me coloca rédeas no peito; este peito que possui algo mais que coração, possui algo volúvel, intenso, sensível e inesperado; algo do qual tem acesso, mas a partir daí, a entrada é restrita - penso eu.

como posso exigir-te tanto se tenho o espaço restrito para você? - já te disse deste espaço?

Covardia desse peito vagabundo, equilibrista, que só se permite com alguma pista.

dar-se ao ponto da partida me colocaria muito perto do meu ponto de chegada, da saída.

Me permito então, essa doce ilusão, que me invade, me toca e me deixa longe do perdão.

sábado, 5 de setembro de 2009

meu porto seguro

por que aquele garoto que queria mudar o mundo, agora assiste a tudo em cima do muro?

meu caminho?
se resume somente na forma como irei "trajetar"..
reflexões acerca do destino estão friamente separadas em sonhos e em objetivos.
essa racionalidade que nos condiciona através dos tempos, acaba sendo mero resultado daquilo já vivido.
certos do certo???
não!
pensantes sobre o incerto...


sábado, 29 de agosto de 2009

ah se eu fosse marinheiro!

amanhecer de luto sem motivo,
ter o direito ao silêncio
passar desapercebida
implantar um óculos escuro,
de lentes bem grandes.

ah se eu fosse marinheiro!
nada disso seria preciso.

segunda-feira, 27 de julho de 2009

tubo empírico de mim.

Se pudesse colocar em um tubo de ensaio um pouco de cada sensação já experenciada, talvez conseguiria expressar um pouco de mim e das pessoas que conheci, os lugares que visitei, os cheiros que experimentei, os sentimentos recebidos e aqueles ofertados, as amizades construídas e aquelas em construção contínua; o suor, a sensatez; a sensação de amar e ser amada! ah! não sei se existe melhor; família, amigos, amores, pelo simples fato de terem sido fruto de uma construção. A liberdade é uma sensação que ainda insiste em ser pontual para mim, mas a sensação de se dar conta de que isso só tem a contribuir também é muito boa. Garganta trancada, frio na barriga, "falta de oxigênio na cabeça" (rs); são sensações que quase sempre estão presentes mas, não consigo nomear em nossa "moral", talvez porque seja necessário apenas sentir. Outras tantas que acabaram resultando naquela que me toma por completa, de corpo e espírito, a sensação de prazer que faz parte de mim e que acaba sendo propulsora na maioria das minhas escolhas.
Se tais sensações tivessem cor específica, poderia ao final, entregar este tubo, que não seria nomeado mais de "ensaio" mas sim, "tubo empírico" para alguém que nunca me conheceu e este, saberia dizer um pouco desta Silvia Helena, que admira cores e intensidade.

terça-feira, 30 de junho de 2009

não haveria melhor presente, desejado por meus pais e amado por mim...




É incrível pensar nesta figurinha masculina que sempre esteve presente em minha vida, enquanto caçula, e hoje se apresenta como extensão do maior homem da minha vida, meu pai.




o zelo recíproco, o amor conquistado sem preço, a felicidade que me faz feliz, a sensação de ser capaz de tudo por ti.


ao seu lado quero sempre estar, minha família, minha raíz, meu lar.