segunda-feira, 27 de julho de 2009

tubo empírico de mim.

Se pudesse colocar em um tubo de ensaio um pouco de cada sensação já experenciada, talvez conseguiria expressar um pouco de mim e das pessoas que conheci, os lugares que visitei, os cheiros que experimentei, os sentimentos recebidos e aqueles ofertados, as amizades construídas e aquelas em construção contínua; o suor, a sensatez; a sensação de amar e ser amada! ah! não sei se existe melhor; família, amigos, amores, pelo simples fato de terem sido fruto de uma construção. A liberdade é uma sensação que ainda insiste em ser pontual para mim, mas a sensação de se dar conta de que isso só tem a contribuir também é muito boa. Garganta trancada, frio na barriga, "falta de oxigênio na cabeça" (rs); são sensações que quase sempre estão presentes mas, não consigo nomear em nossa "moral", talvez porque seja necessário apenas sentir. Outras tantas que acabaram resultando naquela que me toma por completa, de corpo e espírito, a sensação de prazer que faz parte de mim e que acaba sendo propulsora na maioria das minhas escolhas.
Se tais sensações tivessem cor específica, poderia ao final, entregar este tubo, que não seria nomeado mais de "ensaio" mas sim, "tubo empírico" para alguém que nunca me conheceu e este, saberia dizer um pouco desta Silvia Helena, que admira cores e intensidade.